Polícia Civil prende 7 por tráfico de drogas
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Cambé A Operação Caldeira, deflagrada na manhã de ontem em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), resultou na prisão de sete pessoas investigadas por tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo seria comandado por Paulo Caldeira de Oliveira, mais conhecido como "Paulo Seco". Um dos sobrenomes dele foi adotado no título da operação. O suspeito já foi preso anteriormente por tráfico de drogas e porte ilegal de armas e era o principal alvo dos policiais.
Caldeira foi detido na manhã de ontem com a esposa e outros cinco integrantes do grupo, que são suspeitos de gerenciar o esquema. O delegado Jorge Barbosa destacou que a operação foi deflagrada após três meses de investigação. Fotos, vídeos, depoimentos de moradores e outros documentos embasaram os pedidos de prisão. "Fizemos um trabalho de inteligência colhendo provas na Avenida Brasil em Cambé, próximo à região central da cidade. Conseguimos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão que foram cumpridos em dez casas. Encontramos porções de drogas já fracionadas para a venda e outros materiais que seriam utilizados como embalagem. Alguns papelotes estavam no carro e na casa dos envolvidos", afirmou o delegado. Também foram apreendidos, aproximadamente, R$ 70 em dinheiro e o carro utilizado por Paulo Caldeira.
Outro suspeito de integrar o grupo comandado por Caldeira foi preso em flagrante na semana passada. Segundo a Polícia Civil, Carlos Henrique dos Santos portava um quilo de maconha durante a abordagem e foi preso quando retornava de Rolândia. Diversos fornecedores de Cambé e região repassavam maconha e cocaína para serem comercializadas. Segundo a Polícia, a droga era fracionada na casa de Caldeira. "A venda ocorria em um bar de Cambé, no pátio de uma igreja, em uma pista de skate e em pontos estratégicos", revelou o delegado. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido no bar adotado como ponto de tráfico. No entanto, a Polícia Civil não conseguiu identificar uma relação direta entre o proprietário e o grupo.
A idade dos integrantes presos varia entre 20 e 45 anos. Apenas um dos mandados não foi cumprido durante a operação. Guilherme Teixeira Lopes é considerado foragido. Os presos responderão na Justiça pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico. A pena varia entre 5 e 15 anos de reclusão.
SUPERLOTAÇÃO
Com os sete detidos na Operação Caldeira, a carceragem da Delegacia de Cambé passou a abrigar 182 presos no espaço destinado a 52. "Nesta semana quatro detentos foram transferidos para a Casa de Custódia de Londrina. Outros foram liberados e passaram a usar tornozeleira, mas a superlotação continua", reforçou o delegado.


