Curitiba - A Polícia Civil do Paraná pode entrar em greve no próximo dia 22 de fevereiro. A decisão foi anunciada ontem, durante assembléia convocada pelo Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), no Clube Operário, em Curitiba. Apesar da pouca adesão –o sindicato esperava pelo menos mil pessoas, mas apenas cerca de 100 compareceram–, a categoria não descarta a paralisação estadual. Os policiais reinvindicam reajuste salarial de 100% aos profissionais de base, que ganham atualmente R$ 700,00.
A categoria alega que o governo não cumpriu a promessa de realizar a equiparação salarial, há um ano, quando a Polícia Civil ameaçou entrar em greve. Hoje, o salário-base de investigadores e escrivães é cerca de R$ 250,00. Com as gratificações sobem para R$ 700,00. ‘‘Estamos há oito anos sem aumento’’, lembra o presidente do Sinclapol, Luiz Bordenowski. O objetivo, segundo ele, é mobilizar a categoria para pedir providências ao governo.
O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, concorda com a defasagem salarial, mas descarta a possibilidade de uma greve. ‘‘Seria uma manifestação contra a população e não contra o governo’’, afirma. Para o delegado o governo sinaliza um acordo, mas não existe possibilidade de aumento. ‘‘O governo esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal e na arrecadação de recursos’’, reforça.
Atualmente, cerca de 4 mil policiais trabalham no Estado. Dos 399 municípios paranaenses, 230 não são atendidos pelo policiamento civil. Leonyl Ribeiro afirma que há estudos para ampliar esse atendimento. ‘‘Mas antes é preciso resolver a questão salarial’’, entende.

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