Arquivo FolhaPaulo Padilha: acusado de acobertar ‘ajudantes’ e receber propinaA Polícia Civil está conduzindo dois processos disciplinares contra o ex-delegado de Almirante Tamandaré, Paulo Roberto Padilha. Num deles ele é acusado de acobertar elementos estranhos aos quadros da Polícia como ‘‘ajudantes’’ no trabalho policial e em outro é indiciado pelo artigos 211 e 230 do Estatuto da Polícia Civil, que relacionam, entre outros delitos, recebimento de propina.
O primeiro processo está sendo presidido pela delegada Alisson de Souza, da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, e deve estar concluído até meados de agosto. A delegada disse ontem que prefere não fazer comentários antes da conclusão do processo, ‘‘para não fazer prejulgamento’’. Ela já ouviu Padilha, que negou envolvimento de pessoas estranhas nas atividades policiais, conforme denunciam 84 fitas cassete gravadas por uma escuta telefônica determinada pela Justiça, a pedido da Procuradoria de Investigações Criminais (PIC). ‘‘Ele disse que estas pessoas não trabalhavam lá dentro, mas ainda precisamos ouvir testemunhas’’, limitou-se a dizer a delegada. Este caso provocou uma crise entre o Ministério Público e a cúpula da Polícia Civil, porque os policiais não tiveram acesso às fitas, que ainda estão sendo degravadas por um perito contratado pela Central de Inquéritos.
Na outra investigação, que pode resultar em punições contra o policial, Paulo Padilha está sendo investigado a mando do juiz Antonio Martins, que pediu à Corregedoria de Polícia providências no sentido de apurar se de fato ele estava envolvido no suposto esquema de corrupção e tráfico de drogas instalado em Almirante Tamandaré. Paulo Padilha está afastado das ruas e está batendo ponto diariamente na Diretoria da Polícia Civil, em Curitiba. (E.B.J.)

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