Polícia Civil investiga receptadores
Elizandro de Souza Correia, delegado-chefe da Polícia Civil em Porecatu, comarca a qual pertence Florestópolis, explica que dos 16 homicídios ocorridos este ano na comarca, nove foram na cidade vizinha. Entre os detentos na cadeia de Porecatu, mais da metade são do município vizinho. Os principais problemas registrados são os homicídios e o tráfico de drogas. ''As pessoas não ligam para o Disque-Denúncia, assim fica mais difícil sabermos o que está ocorrendo e consequentemente não podemos agir.''
Mesmo com a aparente dificuldade para trabalhar, a polícia conseguiu efetuar algumas prisões. Ao deter um traficante, foram recuperados diversos equipamentos eletrônicos e até pneus de carro. A suspeita é que as mercadorias seriam trocadas por drogas.
Ainda estão sendo sendo realizadas investigações a respeito do destino que essas mercadorias teriam depois. Ele também não quis adiantar dados sobre a investigação envolvendo os furtos em escolas.
O sargento Vilson Dutra de Pádua, responsável pelo destacamento da Polícia Militar em Florestópolis, explica que a média de furtos é de 15 ocorrências mensais, mas que já foi maior. ''Nos últimos dois meses a Divisão Estadual de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc) fez duas operações envolvendo Porecatu e Florestópolis e mais de 30 pessoas foram presas. Com essas operações o número de furtos caiu'', explicou.
A Secretaria de Segurança Pública informou, através de sua assessoria de imprensa, que ainda não há data para que novos policiais civis sejam enviados para a comarca de Porecatu, assim como novos peritos. A PM informou que em dezembro 275 pessoas serão admitidos na Escola de Formação e após seis meses de aulas teóricas, estarão aptos a fazer estágios práticos, mas ainda não há nenhuma informação de para onde serão enviados. (E.G)





