Polícia Civil ganha armas modernas
James Alberti
Integrantes dos grupos especiais da Polícia Civil do Paraná passam a usar em uma semana a pistola calibre .40 (lê-se ponto 40), da marca Taurus, utilizada pelo FBI (Polícia Federal norte-americana). Ontem o delegado da Divisão de Segurança e Informações, Ricardo Noronha, apresentou à imprensa o primeiro lote, de 107 armas, comprado pelo Fundo de Reequipamento da Polícia Civil. Cada pistola custou cerca de R$ 1 mil. Segundo Noronha, há um pedido de mais mil armas, que devem ser compradas em seis meses. Embora fosse esperado, o delegado-geral, Newton Tadeu Rocha, não compareceu a solenidade, que foi atrasada em cerca de 30 minutos.
Conforme Noronha, as pistolas representam um avanço para a polícia do Estado. É o calibre que melhor se adaptou ao uso policial, afirmou. Isso porque, segundo ele, está entre o calibre das pistolas 45, considerada de baixa velocidade, e o 9 milímetros, de alta velocidade, mas muito transfixante. A pistola .40 apresenta maior poder de parada, ou seja, de neutralização de um marginal, disse.
Devido o pequeno número de armas adquiridas, somente grupos como o Cope, o Tigre e Grupos de Deligência Especial do Interior usarão o novo equipamento. Para receber a arma, os policiais deverão passar por um curso, com cerca de mil tiros.
A compra da polícia do Estado ocorre num momento em que o governo Federal tenta aprovar um projeto que proibe a venda de armas no País. Para Noronha, no entanto, a pistola coloca os grupos especiais da polícia estadual em condições de enfrentar quadrilhas que usam armas de alto poder de fogo. Dois dos fatores que qualificam a arma são a maior precisão e o menor tempo de recarga - um terço do revólver 38. Como cerca de 95% dos confrontos se dão a menos de sete metros, Noronha acredita que a arma vai aumentar a segurança e a eficiência do trabalho dos policiais. Para demonstrar, ele próprio disparou seis tiros, numa distância de dez metros do alvo. Os seis foram na região que circula a mosca.





