A Polícia Civil de Maringá divulgou relatório com o resultado das operações em desmanches na cidade. Durante sete dias foram fechadas dez empresas do ‘‘ramo’’ e localizados 17 barracões clandestinos utilizados como depósitos de peças e motores. Três donos de autopeças e uma gerente foram presos e autuados em flagrante. Segundo a polícia, nas investigações em torno da Kadu Autopeças, que pertence a Juarez Costa França, o ‘‘Caboclinho’’ preso em Curitiba, um das pessoas identificadas no contrato social da empresa está morta. A polícia investiga as circunstâncias da morte.
Até agora seis pessoas, inclusive o contador responsável pela elaboração do contrato da Kadu, foram identificadas e indiciadas em inquéritos que apuram crimes de formação de quadrilha, sonegação fiscal, receptação e posse de peças com sinais de adulteração. No mesmo dia em que Caboclinho foi preso, o nome fantasia da empresa de Maringá foi alterado para ‘‘Casa do Automóvel’’.
Os funcionários da PC de Maringá ficaram impressionados com o ‘‘movimento’’ da Kadu Autopeças. Para se ter uma idéia, foram contados mil portas, a maioria sem sinais de danos, o que representa segundo a polícia, o desmanche de pelo menos 500 veículos semi-novos. Em cinco caixas foram localizados 150 comandos (peças usadas em carros com injeção eletrônica).
Durante a semana, a polícia também localizou em pátios de postos de gasolina, canaviais e margens de rodovias, 30 motores, sete caminhões e cinco carros, que podem ter sido abandonados a pedido de receptadores com medo das prisões.

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