Polícia Civil desbarata ponto de venda de drogas na região leste
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quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Londrina 
Arquivo FolhaDesabafoO delegado Jorge Barbosa: Quanto mais prendemos os traficantes, mais eles aparecem em todos os lugares. Hoje muita gente está preferindo vender róxico do que trabalhar honestamenteA equipe do delegado Jorge Barbosa desbaratou um ponto de tráfico de tóxicos, na rua Santa Matilde, 45, vila Fraternidade (zona leste). O proprietário da casa, Jorge Luis Ramos, 45 anos, conseguiu fugir pelos fundos. Em uma geladeira, os policiais encontraram 800 gramas de maconha e no interior de um pinguim de gesso estavam escondidos cinco papelotes de pasta-base de cocaína.
Quando a polícia chegou, Ramos vendia maconha para José Carlos de Oliveira, que foi preso por uso de entorpecente. Na casa também estava a mãe do acusado, Brasilina Maria de Jesus, 84 anos. Ela foi levada para a delegacia e prestou depoimento ao delegado: Eu reparava que a casa era muito movimentada, mas não sabia que meu filho (Jorge Ramos) estava mexendo com drogas, afirmou. A mulher foi dispensada após o depoimento.
Jorge Barbosa disse que a situação do tóxico em Londrina está preocupante e nunca viu a Cidade nesta situação, nos seus vinte anos de polícia. Quanto mais prendemos os traficantes, mais eles aparecem em todos os lugares. A proliferação do tráfico em Londrina está terrível. Hoje, muita gente está preferindo ser aviãozinho (vender tóxico para o grande traficante) do que trabalhar honestamente para ganhar salário mínimo, afirmou o delegado.
Para ele, outro problema que leva a classe mais pobre a entrar no tráfico é o desemprego. A pessoa, no desespero, sem nenhuma opção para fazer outra coisa, cai no tráfico para garantir o sustento da família.


