Polícia Civil conclui etapa de remanejamento de presos
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quarta-feira, 05 de agosto de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil concluiu ontem a primeira etapa do remanejamento de 40 presos dos 4º e 5º distritos policiais para a Casa de Custódia (CCL). Os últimos 20 detentos transferidos chegaram escoltados à unidade por volta das 11 horas. Na segunda-feira, 20 homens já haviam sido levados para a CCL.
Para que a operação pudesse ser realizada, foi preciso enviar 18 presos da unidade para a Colônia Penal Agrícola, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). A expectativa é que mais transferências possam ocorrer nos próximos meses. "Transferir os 40 é um avanço e na medida do possível devemos trazer mais presos. Não temos como precisar quando, mas a nossa demanda está sendo muito grande", comentou o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Sebastião Ramos dos Santos Neto.
Ele assinalou que no próximo dia 12 haverá uma reunião com representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a implantação das chamadas audiências de custódia em Londrina. O projeto, de iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi instituído em Curitiba nessa semana e prevê a possibilidade de colocar em liberdade provisória presos que não ofereçam risco à sociedade. Segundo o próprio CNJ, nos Estados em que foram implantadas, as audiências de custódia ajudaram a reduzir em cerca de 40% o número de presos provisórios nas carceragens.
De acordo com o diretor da CCL, Luiz Pinza, existe também um trabalho junto ao Departamento de Execução Penal (Depen) para a análise da progressão de regime de parte dos detidos. "Vamos abrindo isso diariamente", pontuou. A unidade, com o remanejamento desta semana, passou a contar com 491 detentos. A capacidade oficial é para 288.
A transferência para a CCL foi definida após uma fuga em massa do 4º Distrito Policial, no final de julho. A unidade, que tem capacidade para 24 presos, abrigava 120. Sessenta e quatro detentos fugiram e 28 ainda não foram recapturados. A carceragem do distrito ainda abriga 88 internos.
Já no 5º Distrito houve uma ameaça de explosão da carceragem pelos detentos, em função da superlotação. O local tem capacidade para 24 detentos, mas ainda abriga 90.


