Policiais civis prenderam, ontem à tarde, o vendedor de aparelho de massagens Antonio Carlos da Silva, 32 anos, com 2,3 quilos de maconha em formato de tijolo. A droga estava escondida em um amontoado de areia na casa do acusado, localizada na rua Hyochi Sugara, no jardim Universitário (zona oeste).
A esposa de Antonio Carlos, M.T., também foi levada para a delegacia e, deseperada, não entendia porque Antonio Carlos estava sendo preso. ‘‘Não sabia que com pouca maconha as pessoas também eram presas.’’ A mulher contou que esta casada há 12 anos e que há quatro anos o esposo é viciado.
Os policiais que efetuaram a prisão disseram que a denúncia contra o acusado partiu de um telefonema anônimo. Um dos policiais afirmou que ‘‘o movimento de viciados na casa de Antonio Carlos era muito grande’’.
M.T. confirmou que todos os fins de tarde diversos amigos iam até a casa do casal. Segundo ela, eles iam apenas para ajudar na construção da casa, que está em fase de acabamento. O acusado afirmou que é viciado e comprou o tijolo de uma só vez porque achou barato. Ele disse que o traficante esteve em sua casa oferecendo o negócio e não sabe informar quem ele é.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, reafirmou ontem que a proliferação do uso de drogas em Londrina está alarmante. Ele já reivindicou uma delegacia anti-tóxico. ‘‘Estamos nos desdobrando para combater o tráfico. No entanto, sabemos que precisamos de mais gente, mais eficiência e meios para trabalhar melhor.’’

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