Polícia Civil ameaça paralisação
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sábado, 19 de janeiro de 2002
Erika Wandembruck 
Curitiba - A Polícia Civil ameaça entrar em greve a partir da próxima semana. Na terça-feira, a diretoria do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) se reúne, às 16 horas, na sede do órgão em Curitiba para marcar a data da assembléia geral da categoria. Vou lutar pelo indicativo de greve, disse o presidente do Sinclapol, Luiz Bordenowski.
A categoria está revoltada por ver suas expectativas de aumento salarial frustadas pelo Governo do Estado. Com certeza vai votar pela paralisação, completou.
Conforme ele, o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra tinha acertado durante 22 exaustivas reuniões com o sindicato, que em janeiro deste ano, implantaria novo Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), que beneficiaria os cargos mais baixos. Isso se arrasta desde abril do ano passado, quando ameaçamos entrar em greve, contou. O salário de um escrivão, por exemplo, que hoje é de R$ 700,00, passaria para R$ 1,5 mil com o projeto de PCCS, explicou ele enfatizando que a categoria não tem aumento a oito anos.
Dos 399 municípios do Estado, 234 não possuem policiais civis, o que contraria a Lei de Execuções Penais, complementou. O Paraná é o Estado da impunidade, em que prevalece a lei do Faroeste Americano, onde se mata e fica impune, alfinetou, lembrando que existem pouco mais de três mil policiais civis em todo o Estado.


