Os policiais civis do Paraná ainda não decidiram se entram ou não em greve. Amanhã eles realizam uma assembléia em Curitiba para avaliar a disposição da categoria. Os policiais querem a isonomia salarial com a Polícia Militar e a aprovação do Estatuto da Polícia Civil, atualmente em discussão na Procuradoria Geral do Estado.
O delegado-geral Leonyl Ribeiro e o secretário da Segurança, José Tavares, se reúnem hoje com o secretário interino da Administração, Ricardo Cunha Smijtink, para discutir o assunto.
Na sede do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais do Paraná), ontem, o presidente Luiz Bordenowski atacou o governo do Estado e lembrou a diferença de tratamento dispensado aos 18 mil policiais militares que irão receber um reajuste de cerca de 60%. ‘‘Nosso trabalho é importante e a Polícia Civil não pode ser tratada dessa maneira.’’
Leonyl pediu um pouco mais de paciência aos policiais. Segundo ele, o assunto é complexo e precisa de um tempo para ser debatido.
Os policiais, há seis anos sem reajuste conforme o sindicato, querem que os benefícios de 120% referentes ao Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) sejam estendidos a todos. ‘‘Hoje existe uma divisão na polícia que provoca diferenças salariais de até 60% entre os investigadores e escrivães’’, disse Bordenowski.
Na opinião de Leonyl, lembrando que estamos a poucos dias da eleição, a proposta de greve tem caráter político. ‘‘Além disso a polícia tem recebido cartas do sindicato apoiando o candidato do PT à prefeitura, Ângelo Vanhoni, o que demonstra o cunho eleitoreiro’’, acusou.
‘‘Não temos nenhuma preocupação em apoiar algum candidato pois o atual governo não investiu em segurança, não deu reajustes salariais e está marcado pela corrupção’’, provocou Bordenoeski.

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