Polícia Civil ameaça com greve
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de outubro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
Os policiais civis do Paraná ainda não decidiram se entram ou não em greve. Amanhã eles realizam uma assembléia em Curitiba para avaliar a disposição da categoria. Os policiais querem a isonomia salarial com a Polícia Militar e a aprovação do Estatuto da Polícia Civil, atualmente em discussão na Procuradoria Geral do Estado.
O delegado-geral Leonyl Ribeiro e o secretário da Segurança, José Tavares, se reúnem hoje com o secretário interino da Administração, Ricardo Cunha Smijtink, para discutir o assunto.
Na sede do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais do Paraná), ontem, o presidente Luiz Bordenowski atacou o governo do Estado e lembrou a diferença de tratamento dispensado aos 18 mil policiais militares que irão receber um reajuste de cerca de 60%. Nosso trabalho é importante e a Polícia Civil não pode ser tratada dessa maneira.
Leonyl pediu um pouco mais de paciência aos policiais. Segundo ele, o assunto é complexo e precisa de um tempo para ser debatido.
Os policiais, há seis anos sem reajuste conforme o sindicato, querem que os benefícios de 120% referentes ao Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) sejam estendidos a todos. Hoje existe uma divisão na polícia que provoca diferenças salariais de até 60% entre os investigadores e escrivães, disse Bordenowski.
Na opinião de Leonyl, lembrando que estamos a poucos dias da eleição, a proposta de greve tem caráter político. Além disso a polícia tem recebido cartas do sindicato apoiando o candidato do PT à prefeitura, Ângelo Vanhoni, o que demonstra o cunho eleitoreiro, acusou.
Não temos nenhuma preocupação em apoiar algum candidato pois o atual governo não investiu em segurança, não deu reajustes salariais e está marcado pela corrupção, provocou Bordenoeski.


