Polícia chama Jaci Aguiar para depor
Polícia chama Jaci Aguiar para depor
Delegado do 4º DP convoca ex-vereador para falar sobre denúncia de tentativa de extorsão contra cooperativas agropecuárias
Benê Bianchi
Milton DóriaInvestigaçãoO vereador Alvair de Souza (PL), cujo ex-assessor está envolvido com denúncias de extorsão, deixa o 4º Distrito após depoimentoO ex-vereador Jaci Aguiar (PDT) foi convocado para depor na segunda-feira no inquérito que apura denúncias de tentativa de extorsão contra as cooperativas agropecuárias Cativa, de Londrina, e Central Norte, de Apucarana. O depoimento está marcado para 9 horas, no 4º Distrito Policial (zona sul).
Ontem prestaram depoimento ao delegado Joaquim Antonio de Melo, que preside o inquérito, os vereadores Adalberto Pereira (PFL), presidente da Câmara, Alvair de Souza (PL) e Beto Scaff (PSDB). Os dois últimos tiveram ex-assessores envolvidos na acusação. Também depôs a ex-assessora de Jaci Aguiar, Silmara Batista.
Os acusados são Aristeu Rodrigues, que trabalhava com Alvair; José Rojas Gavilan, ex-assessor de Scaff; e Fredemax Mota, apontado como ex-assessor de Aguiar. Silmara Batista afirmou em seu depoimento que, embora trabalhasse no gabinete de Aguiar, não conhecia Mota. Segundo Silmara, ele teria estado no gabinete apenas duas vezes para telefonar.
Os depoimentos dos vereadores não acrescentaram novas informações às investigações. Scaff confirmou que Gavilan foi seu assessor, mas estará afastado do gabinete enquanto a acusação é apurada pela polícia e a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara.
Em entrevista à imprensa, Scaff esclareceu que o salário de Gavilan continua sendo pago pela Câmara e que ele contratou outra pessoa para ajudá-lo no gabinete. Estou arcando com as despesas desse outro assessor. Ele ressaltou que não poderia exonerar Gavilan, que inclusive foi um dos coordenadores de sua campanha, porque o estaria pré-julgando. Scaff ainda relatou que Gavilan conhecia Fredemax e que ambos estariam montando uma empresa de coleta de lixo em Apucarana.
Adalberto Pereira apenas confirmou ter autorizado o pagamento das análises de leite tipo C feitas pelo Instituto Adolfo Lutz. O cheque, no valor de R$ 3,5 mil, foi nominal ao instituto. Alvair de Souza também não falou nada de diferente do que vinha afirmando até agora: que ele só soube da acusação e do envolvimento de seu ex-assessor em reuniões realizadas na Câmara.
O delegado Joaquim de Melo espera concluir o inquérito até 7 de junho, quando termina o prazo legal. Após ouvir Jaci Aguiar, ele irá convocar os três acusados para depor, o que pode ocorrer até o final da próxima semana.
Segundo as acusações feitas pelos diretores da Confederação das Cooperativas do Paraná (Confepar) e Cativa, Mota e Rodrigues tentaram extorsão para não divulgar laudos do Adolfo Lutz. Eles teriam pedido R$ 30 mil da Cativa. A tentativa de extorsão contra a Central Norte teria sido efetuada por Mota e Gavilan, que teriam pedido R$ 50 mil. O instituto constatou que amostras de leite continham bactérias do grupo coliforme e coliforme fecal.





