Dezenas de pessoas que trabalhavam ou passavam pela Alameda Miguel Blasi, no Centro de Londrina, por volta das 16 horas de ontem se viram em meio a um tiroteio. Policiais civis do Rio de Janeiro, que estão na cidade investigando uma quadrilha de golpistas cariocas, perseguiam um suspeito e, para conseguir detê-lo, dispararam várias vezes.
As marcas dos tiros ficaram estampadas em uma floreira e em um banco na calçada que divide as pistas da alameda. Pelo local, costumam ficar casais de namorados, idosos e crianças. Taxistas que trabalham no ponto localizado na alameda encontraram cápsulas deflagradas que foram recolhidas pelos investigadores. Uma testemunha relatou à Folha que ouviu pelo menos quatro disparos e disse que não sabia se houve trocas de tiros ou se apenas os policiais teriam disparado. ''Foi tudo muito rápido'', disse.
Uma outra testemunha contou que o suspeito ainda se jogou embaixo de um carro que estava estacionado antes de ser preso. Ela relatou que os policiais ''deram socos, chutes e tapas no rosto do rapaz'' e o colocaram numa viatura que estava estacionada na Avenida São Paulo.
A Folha procurou o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Manoel Pelisson, que atua com a equipe carioca, mas ele disse que não poderia dar entrevistas. O delegado-chefe Jurandir Gonçalves André confirmou o trabalho conjunto das polícias do Paraná e RJ mas explicou que a investigação corre sob sigilo.

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