Polícia cadastra guardadores de carro
Delegado diz que
cadastramento vai
aumentar segurança
dos motoristas
Israel Reinstein

Marcelo Almeida
Athos da Silva Dias presta esclarecimentos ao delegado Fauze. Ele foi preso porque estava sem documentosA 7ª Delegacia de Polícia realizou ontem mais uma operação para cadastrar os guardadores de carros de rua de Curitiba, conhecidos como flanelinhas. Os policiais percorreram todo o centro e alguns pontos de vários bairros da cidade para fazer uma lista das pessoas que atuam neste tipo de trabalho. Foram cadastrados, até o início da noite, cerca de 30 pessoas, que estavam guardando carros.
O delegado Fauze Mohamoud Saumen Hussain explica que a ação é para retirar da rua as pessoas com antecedentes criminais. E também para fazer um levantamento da população que trabalha com esse serviço.
‘‘Em 1991, já fizemos uma operação semelhante, em que cadastramos 91 pessoas. Este ano, vamos levantar novamente a população para ter um controle sobre essas pessoas, evitando que aconteçam tentativas de extorsão e ameaças contra quem estaciona nos locais públicos’’, comenta o delegado. Fauze Hussain afirma que existe muitas queixas de motoristas ameaçados pelos flanelinhas. ‘‘Existem casos de pessoas que são obrigadas a dar determinado valor, para que seu veículo não seja danificado’’, diz.
A meta da polícia é ter, dentro de um mês, o número de pessoas que trabalham como guardadores de carro. Depois disso, a polícia deverá criar uma identificação para quem quiser exercer esta função. O balconista Jackson Luiz Betero, 34 anos, foi um dos abordados pelos policiais na noite de ontem. Ele afirma que a operação é válida porque tira das ruas os bêbados e maloqueiros que também pedem dinheiro aos motoristas. ‘‘Assim, a violência fica distante da gente’’, afirma Jackson, que está desempregado há oito meses.
O também desempregado Athos da Silva Dias, 38 anos, foi levado pela polícia para averiguação. Sem documentos, ele foi encaminhado a 7ª Distrito Policial, onde será feito o levantamento de sua vida. Caso nada conste contra ele, deverá ser solto.

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