Os técnicos da Criminalística devem terminar hoje, ou no máximo amanhã, a perícia no carro da fotógrafa Leila Wright, 36 anos, assassinada na quarta-feira da semana passada dentro de sua casa, no jardim Social. O carro foi encontrado no sábado por policiais da Delegacia de Furtos e Veículos. Ele estava abandonado na Rua Raposo Tavares, no bairro Pilarzinho. O delegado Antonio Jungles dos Santos, da Delegacia de Homicídios, tem esperança de encontrar impressões digitais ou outras pistas que levem ao assassino. O laudo oficial da perícia não tem data para estar concluído.
O autor do crime usou o carro de Leila, um Gol preto ano 97, para fugir da casa dela. Ele abandonou o veículo intacto, sem sinais de arrombamento ou estragos na lataria. Apenas os quatro pneus foram trocados, provavelmente para despistar os policiais que investigam o caso, acredita o delegado. Dentro do automóvel foram encontradas outras pistas, que estão sendo mantidas em sigilo.
‘‘É um caso complexo, mas achamos que não foi um matador profissional’’, antecipou Santos. Ele disse que somente um ‘‘amador’’ deixaria de preparar a fuga antes do crime e fugiria no carro da própria vítima, correndo o risco de ser localizado com facilidade.
Leila Wright morreu com 14 facadas após ter sido amarrada e espancada. O crime aconteceu por volta das 20h30 de quarta-feira, pouco depois que a fotógrafa chegou em casa. O delegado trabalha com duas hipóteses: ou o assassino estava escondido dentro da casa ou chegou com Leila. Ele descarta a possibilidade de o namorado dela estar envolvido, como chegou a ser cogitado. ‘‘Ele mora em Minas Gerais e falou com o irmão de Leila horas antes do crime’’, afirmou.
A fotógrafa era filha do ex-deputado catarinense Paulo Wright, que morreu em 1973, após ser perseguido pelo governo militar. Leila trabalhava para grupos ligados aos direitos humanos. Ela militava no movimento Tortura Nunca Mais.

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