Polícia bloqueia o Calçadão para detonar explosivo
O Pelotão de Choque da Polícia Militar teve de usar pela primeira vez em Londrina o canhão d'água, para desativar a bomba deixada na joalheria. De acordo com o segundo-tenente Marcelo Israel da Costa Vieira, o artefato era obra de alguém que conhecia explosivos. A bomba era composta de uma caixa de ferro, dois canos de PVC cheios de pólvora negra e pilhas. ''Ela poderia mutilar ou até matar uma pessoa'', disse o oficial.
Para evitar imprevistos, a Polícia Militar bloqueou o quarteirão do Calçadão onde fica a Bergerson e pediu que os comerciantes deixassem as lojas. Por volta das 13h30, a bomba foi detonada no meio do Calçadão. Os peritos criminais Luis Clemente Viana Franco e Marco Antonio Ota recolheram os estilhaços do artefato, tiraram fotografias do interior da joalheria e levaram alguns mostruários que serão examinados.
Comerciantes vizinhos da Bergerson disseram que só desconfiaram que algo havia acontecido quando a polícia apareceu. ''Estranhei o cartaz de balanço, mas não desconfiei de nada porque vi as funcionárias na porta da joalheria logo cedo'', comentou a gerente da Bony, Cristina Salvador.
O delegado Márcio Amaro admite a possibilidade de a quadrilha ser a mesma que roubou mais de R$ 1 milhão de cofres particulares da agência do Banespa, no dia 10 de janeiro deste ano. O caso ainda não foi solucionado e a polícia pretende apresentar o retrato falado dos ladrões aos funcionários da joalheria. (B.R.)





