A polícia de Telêmaco Borba (170 km ao sul de Apucarana) está investigando as circunstâncias da morte da menor R.S.D., ocorrida na última terça-feira. O objetivo, disse o delegado Ary Nunes Pereira, é responsabilizar quem internou a menina no Hospital São Francisco, em Ortigueira, com nome e idade falsos.
R.S.D., de 14 anos, chegou ao hospital com um grave quadro de pneumonia, sendo registrada com o nome falso de Inês Dubinski, 20 anos. A fraude foi descoberta no Hospital Dr. Feitosa, em Telêmaco Borba, para onde a paciente foi transferida depois de constatada a gravidade de seu estado.
A menor faleceu na quarta-feira à noite, e a direção do Hospital decidiu comunicar a polícia, negando-se inclusive a fornecer o atestado de óbito. Para o médico que atendeu a menor, tudo indica que ela era portadora do vírus HIV e morreu em consequência de complicações causadas pela Aids.
A polícia já tem informações de que a menor se prostituía na Boate A Forasteira, em Ortigueira. A mãe da menor, residente na localidade rural de Natingui, foi ouvida pelo delegado. Ela declarou que nem sabia que sua filha estava internada e ainda que se prostituía.
O delegado informou que os proprietários da boate serão ouvidos em Ortigueira, por carta precatória já remetida. A Folha apurou na recepção do Hospital São Francisco que, nas duas ocasiões em que a menor foi internada, sempre com nome e idade falsos, chegou acompanhada de Valdir Albanor e sua esposa Irene, proprietários da boate.

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