Polícia apura denúncia de poluição
Marcos Zanatta
De Maringá
A promotora de Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá), Mônica Maciel Gonçalves, pediu à Polícia Civil a abertura de inquérito contra os responsáveis pela poluição da nascente do Ribeirão Marialva. A denúncia foi feita pela Associação de Defesa Ambiental de Maringá (Adeam), que flagrou veículos da Prefeitura de Sarandi, de empresas e particulares despejando todo tipo de lixo no local. O pior são as centenas de pneus que são queimados quase toda semana no local. O lixo está acabando com o ribeirão, afirma Alberto Contar, presidente da Adeam.
A entidade passou a fiscalizar a área depois de denúncias de moradores e empresas instaladas próximas ao local usado como depósito de lixo. Conseguimos, em poucas semanas, fotografar vários veículos despejando lixo no local e queremos a punição de todos, afirma Contar. O delegado de Sarandi, José Aparecido Jacovós, disse ontem que as empresas identificadas nas fotos serão chamadas para depor. Todos podem ser enquadrados em crime contra o meio ambiente, com pena de um a quatro anos, explica.
O proprietário do terreno, identificado pela Adeam como Macir José Fregonese, também será ouvido. Se ele sabe da situação da área, será indiciado, garante Jacovós. No local a situação é preocupante. Entulho de construção, pneus velhos, lixo doméstico e industrial, ou centenas de carcaças de pneus queimados comprometem a água do ribeirão.
O cheiro no local é forte. Em um trecho de 100 metros a água é verde e desaparece no meio do lixo. A maior preocupação, lembra Contar, é que o ribeirão deságua no Rio Pirapó, que abastece Maringá.
O prefeito de Sarandi, Julio Bifon (PSDB), disse à Folha que o proprietário autorizou o depósito de entulhos na área para cobrir uma voçoroca. O pessoal começou a jogar outro tipo de lixo e nós fechamos o acesso, afirmou. Isso aconteceu há quatro meses. A prefeitura chegou, segundo Bifon, a manter um guarda durante 30 dias no local. Não sabia que voltaram a jogar lixo lá, muito menos que veículos da prefeitura estavam jogando alguma coisa no local, garantiu o prefeito. O dono da área, Macir Fregonese, não foi localizado ontem na cidade.





