O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Roberval Butaccini, disse ontem que a polícia pode solucionar ainda neste final de semana o caso do assassinato do empresário e agropecuarista Arnaldo Walter Bronzel, 61 anos, ocorrido anteontem. Há indícios sobre prováveis envolvidos. Bataccini, porém, não revela detalhes.
O delegado adianta apenas que o assalto que resultou na morte de Bronzel, um conhecido pioneiro da cidade, não deve ter nenhuma relação com uma onda de assaltos violentos que movimentou o setor policial de Campo Mourão em dezembro. Apesar de pelo menos dois assaltos terem as mesmas características, Butaccini diz que as ações de dezembro já tiveram os envolvidos reconhecidos.
A caminhonete F-1000 placa AWB-0006 (Campo Mourão), que pertencia a Bronzel e que foi levada pelos assaltantes, ainda não havia sido localizada até o final da tarde de ontem. O outro carro levado pelos assaltantes - um Ford Mondeo - foi abandonado em Peabiru (12 km de Campo Mourão) devido a problemas mecânicos. Testemunhas contaram à polícia que viram dois homens deixando o veículo na cidade. A mulher de Bronzel, Alzira, diz que viu três homens.
Arnaldo Walter Bronzel morreu com dois tiros à queima-roupa dentro de sua empresa, o Depósito de Madeira Bronzel, por volta das 6 horas de quarta-feira. Ele foi abordado quando saía de casa. Os assaltantes deixaram a mulher dele amarrada dentro de um quarto e levaram o empresário até a empresa em busca de dinheiro e armas. De acordo com a polícia, havia sinais de que Bronzel teria reagido. Nada foi levado da empresa, apenas jóias que estavam na casa dele.

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