Um inquérito policial está
apurando possível crime ambiental praticado pela
Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, denunciada por poluir com chorume o Córrego dos Periquitos. O manancial fica perto do aterro sanitário, na zona leste da cidade.
A poluição foi constatada no fim do mês passado por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O chorume estaria sendo lançado a partir da galeria pluvial, em um ponto próximo à nascente, segundo denúncias de proprietários rurais vizinhos. No dia 3 deste mês, a CMTU foi autuada em R$ 40 mil, após o IAP comprovar a contaminação do córrego. A abertura do inquérito foi solicitada pelo Ministério Público.
O delegado do 6º Distrito Policial, Algacir Ramos,
pediu uma perícia no local. Técnicos da Universidade Estadual de Londrina foram à nascente e não conseguiram identificar a contaminação. Para esclarecer onde está o problema, a polícia pediu ao IAP um relatório sobre o caso.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que a água não está poluída. ''A oxigenação do córrego não foi afetada'', garantiu. A companhia recorreu da autuação do IAP e a direção deve ser ouvida no inquérito policial nos próximos dias.
De acordo com o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, não é a primeira vez que se constata a poluição do córrego. ''A multa só não foi aplicada com valores de reincidência porque a administração do aterro passou da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) para CMTU'', explicou.
Ontem, a Câmara aprovou um crédito especial de R$ 67 mil para a instalação de duas lagoas - uma de decantação e outra de aeração - e aquisição de equipamentos para tratamento do chorume. O sistema permanecerá funcionando após a desativação do aterro, prevista para 2003. Segundo Sella, a área do aterro será transformada em parque ecológico, com o Museu do Lixo. Três terrenos - numa mesma região da cidade - estão sendo estudadas para abrigar o novo aterro, orçado em US$ 5 milhões.

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