Polícia apresenta suspeitos pelo assassinato de jornalista
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
Dimitri do Valle 
A polícia esclareceu ontem, em Curitiba, o assassinato do jornalista Roberto Hoffmann Coutinho, 39 anos. Segundo o delegado Jorge Azor Pinto, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, Coutinho foi morto por estrangulamento durante um assalto a seu apartamento na noite de 15 de abril do ano passado.
Três rapazes foram apontados como suspeitos pelo crime contra o jornalista que trabalhava nas TVs Educativa e CNT. Ontem à tarde, a polícia divulgou o nome dos acusados a partir do reconhecimento de uma testemunha. São eles: Anderson Louis da Costa, 21 anos, Jeferson Lichtenthaler de Oliveira, 20 anos, e Ricardo Santos de Oliveira, 18 anos, conhecido como Ricardinho. Anderson e Ricardinho já estavam presos por roubo de carro.
Em depoimento, a dupla teria revelado que assaltou o apartamento de Coutinho junto com Jeferson. Ele se apresentou na tarde de ontem em companhia do pai para ser ouvido pelos policiais. De acordo com o delegado Jorge Azor Pinto, Anderson foi indiciado como autor do crime. Jeferson e Ricardinho responderão por co-autoria.
Ricardinho era conhecido de Coutinho e ia com frequência a seu apartamento. Na época do assassinato, o rapaz tinha 17 anos. Ele é apontado como o mentor do assalto. Jeferson e Anderson foram convidados para irem ao apartamento para participar do roubo. Segundo a polícia, antes do assalto, Coutinho e os três rapazes teriam consumido drogas.
Armado com uma faca, Ricardinho foi o primeiro a surpreender Coutinho. Mesmo rendido, segundo o delegado Jorge Azor Pinto, Jeferson começou a estrangular o jornalista. Coutinho berrou, mas seus gritos foram abafados quando os três colocaram uma toalha no seu rosto, o que contribuiu ainda mais para asfixiar Coutinho, que desmaiou. O corpo foi arrastado para o banheiro e teve os pés e as mãos amarradas.
Nos depoimentos prestados à polícia, Ricardinho acusa Jeferson de ter ficado com cerca de R$ 3 mil que Coutinho guardava no apartamento. Jeferson alegou ter ficado apenas com um chaveiro do jornalista.


