Polícia apresenta suspeitos de matar agente
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sexta-feira, 14 de março de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil apresentou ontem os dois acusados de terem assassinado o agente penitenciário Francisco Gonçalves Filho, morto a tiros no dia 22 de janeiro na Zona Norte de Londrina. André Júnior dos Santos, 28 anos, o ''André Bandido'', e um adolescente de 17 anos foram detidos por porte de armas pela Polícia Nacional Paraguaia na tarde de quarta-feira e entregues na fronteira de Salto del Guairá, no Paraguai, a uma equipe da Polícia Civil de Guaíra na quinta-feira.
De acordo com o delegado chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, desde o dia do crime a polícia priorizou o caso, a pedido da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Logo após o assassinato do agente, os acusados teriam fugido para a região de Foz do Iguaçu, passado por Guaíra e cruzado a fronteira para o Paraguai.
''Estávamos investigando o caso desde a morte do agente. Fizemos um contato com o Ministério Público do Paraguai e os dois passaram pelo processo de expulsão do país, escoltados pelo Exército do Paraguai e levados até a fronteira. As provas coletadas evidenciam a participação deles no crime. O menor estaria conduzindo a moto e o maior seria o autor dos disparos'', disse Barroso.
O adolescente é suspeito de ter cometido pelo menos três homicídios e Santos tem passagens por furto. Em declaração à imprensa, Santos negou o crime e disse que está sendo preso injustamente. ''Eu não fiz isso, não mataria ninguém, ainda mais um policial. Sou trabalhador, tenho um filho. No dia do crime eu estava trabalhando com meu pai, que tem um frete para mudanças''.
Apesar de negar participação no assassinato, Santos deu informações sobre o crime à polícia. ''Eu sei que foram uns rapazes de São Paulo que vieram para matá-lo. Não posso dar nome, não posso nem falar nada, senão eu posso morrer por causa disso''.
Sobre a participação do PCC no crime, o delegado foi reticente: ''Não podemos confirmar nem descartar essa possibilidade. A polícia vai continuar com as investigações e se existir a suspeita de outros envolvidos, também estaremos incluindo no inquérito policial'', disse Barroso.
Francisco Gonçalves Filho foi assassinado com 19 tiros na noite de 22 de janeiro, quando chegava na casa dele, no Conjunto Luiz de Sá. Gonçalves Filho não teve tempo de descer do carro nem de se defender com a arma que levava no porta-luvas. Ele foi o terceiro agente penitenciário executado em Londrina em um período de oito meses.


