Polícia apresenta suspeitos de estupro e latrocínio
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Apucarana A Polícia Civil de Apucarana apresentou ontem dois jovens de 17 anos como os responsáveis pela morte da adolescente de 13 anos. A garota foi estuprada e asfixiada na quinta-feira e o corpo dela foi encontrado na tarde de domingo, em um riacho, na zona rural de Cambira (Centro-norte).
De acordo com as investigações, a dupla abordou a menina na Avenida Itália quando ela voltava para casa após retornar de Apucarana, onde esteve na casa de amigos. A vítima foi agredida, ameaçada e levada até o fundo de vale onde foi morta. O corpo foi encontrado despido da cintura para baixo.
"Os dois confirmam a participação na cena do crime, mas nenhum dos dois admite que matou e violentou a menina. Um joga a culpa no outro. Os dois estão envolvidos, mas a confirmação se os dois a estupraram somente o exame do IML vai comprovar", relatou a delegada adjunta da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Iane Cardoso.
Os suspeitos teriam roubado e vendido o celular da vítima e por isso vão responder pelos crimes de latrocínio e estupro de vulnerável.
A polícia aguarda para amanhã (hoje) o laudo completo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as causas da morte. "As informações preliminares apontam para violência sexual com muitos requintes de crueldade. A vítima foi morta por asfixia mecânica, provavelmente realizada com uma camisa. Ela apresentava ainda o intestino perfurado e o útero com muitos hematomas. Foi um crime brutal", descreveu a delegada. De acordo ainda com o IML, a adolescente foi morta na quinta-feira à noite.
O material biológico dos dois suspeitos foi colhido e será comparado com o sêmen recolhido sobre o corpo da adolescente. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias.
ANTECEDENTE
Um dos suspeito já havia sido apreendido em dezembro de 2014 por uma tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos. O crime aconteceu na mesma Avenida Itália, perto da casa do agressor. "A vítima conseguiu gritar e, como estava perto da residência, a mãe ouviu e a acudiu. Apesar do menor ter sido apreendido e reconhecido pela vítima, infelizmente, ele não ficou sequer um dia preso", lamentou a delegada.


