Polícia apresenta suspeito de sequestro
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quinta-feira, 15 de maio de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dois supostos integrantes da quadrilha que sequestrou o gerente do Banco do Brasil (BB) em Carambeí, Irani Sartori, foram identificados pela Polícia Civil. Gláucio Galdino dos Santos foi morto na última segunda-feira num tiroteio após o assalto de uma lotérica na cidade de Guarapuava. Dineo Pedroso, que estava com ele, foi preso e apresentado ontem à imprensa. Pedroso usava o nome falso de Edson Costa Marques. Ele tem a prisão preventiva decretada pela Justiça de Mato Grosso por homicídio.
O sequestro ocorreu no dia 7 de maio. No entanto, em março os policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) receberam a informação de que o sequestro ocorreria. Foi feita uma campana em Pontal do Paraná por vários dias em frente a residência de Pedroso, que morava com a mulher e dois filhos. ''O crime estava programado para o dia 1º de abril. Como ele não ocorreu, os policiais voltaram para Curitiba. Quando um mês depois tivemos a notícia do sequestro, já sabíamos um dos autores'', afirmou o delegado Luiz Carlos de Oliveira.
O gerente do Banco do Brasil foi sequestrado com a mulher e o filho de apenas um ano por volta das 22 horas na rodovia que liga Ponta Grossa a Carambeí. Por volta das 5h30 do dia seguinte, o gerente recebeu ordem para ir ao banco e retirar todo o dinheiro da agência. Ao tentar cumprir as exigências dos bandidos, o gerente disparou o sistema de segurança da agência e a polícia foi acionada. ''A mulher do gerente do banco e o filho foram resgatados com vida em Londrina'', lembrou o delegado.
Silvio Moreira Alves, conhecido como ''Reverendo'', conseguiu fugir. Ele é apontado como líder da quadrilha. Outros dois integrantes da quadrilha também estão sendo procurados. A mesma quadrilha é apontada como autora de um sequestro em Carambeí em 2001. Na ocasião, foram levados R$ 180 mil da agência do BB.
Pedroso vai ficar sob a custódia do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que será responsável pelos traslados necessários para depoimentos na Justiça de Guarapuava.


