Polícia apreende R$ 400 mil em contrabando
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segunda-feira, 03 de abril de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal resultou anteontem na prisão de oito pessoas e apreensão de quase R$ 400 mil em material de informática e equipamentos eletrônicos provavelmente contrabandeados do Paraguai. O flagrante ocorreu na praça de pedágio de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), na BR-369. A mercadoria estava em dois ônibus de turismo de Foz do Iguaçu que seguiam para São Paulo.
Para o delegado da Receita Federal em Londrina, Sérgio Gomes Nunes, o que chamou a atenção na ocorrência foi a qualidade das mercadorias. Foram apreendidos computadores portáteis, aparelhos de GPS, mesas de som. ''A avaliação de valor é feita com base no preço de custo. O valor de mercado depois é duas ou três vezes maior'', contabilizou Nunes.
Parte dos bancos de um dos ônibus foi retirada para acomodar as mercadorias. A apreensão de material com valor estimado em R$ 344 mil foi uma das maiores já feitas em apenas um veículo na região de Londrina. A vistoria fez parte de operação conjunta para repressão contra o tráfico de drogas e os crimes de contrabando e descaminho.
No primeiro veículo foram presos em flagrante pela prática do crimes de descaminho: o autônomo J.J.G., 20 anos, o pintor M.S.B., 25, as autônomas E.L.G., 23, e L.W., 35, e os motoristas G.R.A., 31, e M.G.L.F., 35.
Em outro ônibus de turismo foram recolhidos R$ 45 mil em mercadorias, principalmente placas de computadores, aparelho de CD, entre outros equipamentos eletrônicos e de informática. Resultou na prisão do vendedor C.D. e do pedreiro M.A.R.C., ambos de 33 anos.
Os detidos são da região de Foz e Medianeira (58 km ao norte de Foz do Iguaçu). Os homens ficaram recolhidos na Delegacia da Polícia Federal em Londrina e as mulheres foram encaminhadas ainda ontem para uma carceragem feminina.
Outros dois ônibus de linha passaram por vistoria, mas como nada foi encontrado os veículos foram liberados pela PF.
O delegado Sérgio Nunes estimou que o material recolhido anteontem deverá estar disponível para doação ou encaminhado para leilão em aproximadamente dois meses.


