Polícia apreende peças suspeitas em ferro-velho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de maio de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
Integrantes da Força-Tarefa Especial (FTE) da Polícia Civil estouraram, no início da tarde de ontem, a revendedora de peças usadas JP, na Avenida 10 de Dezembro, área central de Londrina, e apreenderam uma grande quantidade de peças com números de identificação raspados. A polícia suspeita que as peças foram roubadas.
Ao iniciarem a averiguação no local, os policiais constataram uma série de coincidências inexplicáveis. Encontraram cerca de 240 portas, 80 capôs, 50 tetos, mais de 20 chassis traseiros, diversas mini-frentes, além de jogos de bancos completos. O que chamou a atenção deles é que praticamente todos os ítens estavam com seus números de identificação raspados ou não possuiam numeração de origem.
As portas, por exemplo, não tinham os vidros e todos os tetos estavam cortados da mesma maneira. É impossível que os carros sofreram acidentes exatamente iguais. Isso demonstra que existe má-fé, apontou o delegado Mário Sérgio Zacheski, o Bradock, que comandou a operação. Além das coincidências, o total de peças relacionadas nas notas fiscais de entrada apresentadas aos policiais não batiam com a quantidade existente no local.
Os proprietários da revendedora, Waldemar Franco, 34 anos, e Edson Fernandes Gimenez, 24 anos, foram presos em flagrante pelo artigo 311 do Código Penal: ocultação de características identificadoras de veículos. A pena prevista varia de três a seis anos de reclusão, além de multa. Todo o material apreendido será mantido no local e permanecerá à disposição da Justiça.
Waldemar afirmou que tem condições de comprovar a procedência de todo o material apreendido. Tudo que entra na loja tem nota fiscal, garantiu. Questionado sobre a ocultação e adulteração da identificação das peças, ele afirmou que todo o material é comprado em lotes em uma empresa da capital paulista e ele não faz a averiguação das peças.
Conforme informações de Bradock, o trabalho foi resultado de uma ação conjunta das polícias Civil e Militar e do Ministério Público. Toda a ação foi acompanhada por um perito do Instituto de Criminalística de Londrina.


