Mauro FrassonPolícia Florestal apreendeu palmito industrializado e in naturaA Polícia Florestal prendeu na manhã de ontem o comerciante Joel Gonçalves de Oliveira, de 57 anos, que beneficiava palmito clandestinamente nos fundos de sua casa, no bairro Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram apreendidos 450 cabeças de palmito in natura e 259 vidros de palmito industrializado. A polícia também encontrou uma máquina usada para lavar vidros, 1,2 mil vidros vazios, um tambor metálico com capacidade de 1,9 mil litros e outros equipamentos usados para beneficiar o produto. O palmito era vendido para pequenos estabelecimentos de Colombo e Curitiba.
Joel de Oliveira, que é reincidente, responderá judicialmente pelo crime de armazenar e industrializar produto florestal sem licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ou do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Renováveis (Ibama). A pena prevista varia de seis meses a um ano de detenção. Oliveira, autuado pelo Batalhão de Polícia Florestal, terá que pagar multa de 3406,56 UFIRs - R$ 3.274,13.
Segundo o sargento Júlio Ferreira da Silva, da Polícia Florestal, o palmito in natura, produto perecível, será doado para instituições de caridade. Os vidros de palmito industrializado serão destruídos porque o envase aconteceu sem controle de qualidade.
Preservação - Apreensão de um lado, preservação de outro. A partir de 1º de novembro, a unidade de conservação Floresta Estadual do Palmito, localizada na PR-407, estrada que liga Paranaguá à Praia de Leste, oferecerá aos turistas serviços de lanchonete com comidas típicas e venda de artesanato do litoral. Os serviços serão explorados pela Arindiana Jones Emoções e Turismo, organização não-governamental de São José dos Pinhais, em troca de manutenção, preservação, limpeza e segurança da área.
A Floresta Estadual do Palmito conta com viveiro de produção de mudas, onde cerca de 200 mil mudas devem ser produzidas até o final deste ano. (A.V.)

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