Polícia apreende moedas falsas
Foram apreendidas, pela Delegacia de Polícia de Contenda, a 37 kilômetros de Curitiba, 19.560 moedas de R$ 1,00, feitas em aço inox e acabadas com grafite e broca de dentista. Elas estavam em poder de três homens detidos em flagrante, o italiano Giácomo Laureanti, e os brasileiros Nerci Mendes, natural de Pato Branco e Carlos Roberto Ramos de Sousa, de Bauru, São Paulo.
A fábrica funcionava sob a fachada de uma indústria de cintos. A suspeita surgiu quando o fiscal da prefeitura do município foi impedido de fazer a vistoria. A princípio, pensávamos que fosse um ponto de drogas, explica o delegado de Contenda, Elíbio Arcelino Menezes. Foi quando batemos com as moedas.
No barracão alugado há cerca de um mês, foram encontradas, além das moedas, todo o material necessário para a fabricação - uma prensa caseira, criada pelo próprio Giácomo e várias tiras de aço inox ainda virgem. A rota de distribuição não foi declarada pelos falsários, mas a polícia já descobriu que pelo menos R$ 3 mil reais já tinham sido levados para São Paulo.
Transferidos para o xadrez da Polícia Federal na tarde de ontem, os falsários podem pegar de dois a 13 anos de prisão. O advogado de defesa vai utilizar a condição de réus primários de dois dos homens.
Proteção - Segundo a perita da seção de criminalística da Polícia Federal, Jaqueline Grazziottin, a melhor forma de se proteger das moedas e notas falsas ainda é a observação. Nas notas, por exemplo, é preciso conferir a existência das fibras coloridas no papel, do fio de segurança, da marca dágua e a própria cor da nota. Uma cédula falsa nunca vai ter a mesma cor de um cédula autêntica, diz. O processo que fica ainda mais fácil se quem for receber o dinheiro tiver na mão outra nota do mesmo valor.
Já no caso das moedas, tanto a verificação, quanto a própria falsificação, são bem mais complicadas. De acordo com a perita, a única diferença pode aparecer na cunhagem, com desenhos não tão perfeitos , ou na qualidade do material utilizado. Geralmente é um material menos resistente a atritos. Pode ser até mesmo mais leve do que o da moeda autêntica e com uma espessura diferente.
Só no ano passado, passaram pelo setor de criminalística da Polícia Federal do Paraná 838 cédulas falsas. A maioria de R$ 50,00. Normalmente os falsários preferem as notas de maior circulação. As de cem, por exemplo, não são tão fáceis de ser encontradas em qualquer carteira. E, portanto, mais difíceis de ser trocadas, explica Jaqueline.Kraw PenasPolícia apreendeu moedas falsas, uma prensa caseira e tiras de inoxVivian de Albuquerque





