Curitiba

Kraw PenasO delegado Vinícius Martins: ‘‘A empresa não tinha autorização’’Uma fábrica ‘pirata’ de camisetas do Clube Atlético Paranaense foi fechada ontem à tarde pela Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública. Também foram apreendidos cerca de cinco mil estampas e pelo menos mil uniformes do time rubro-negro. O proprietário da empresa Sublipar, Antônio Carlos de Souza, deve comparecer hoje à polícia para dar esclarecimentos. Ele pode ser indiciado por crime contra a propriedade industrial e sonegação fiscal.
O delegado Vinícius Martins, responsável pela operação, disse que o empresário não tinha autorização para explorar a marca do Atlético. ‘‘O licenciamento pertence ao fornecedor de materiais esportivos do clube, a Umbro’’, informou. ‘‘Como a Sublipar usava uma marca que não era sua e vendia para as lojas, é possível que tenha havido sonegação fiscal na origem’’, complementa. O material apreendido vai ficar à disposição da Justiça.
Segundo o advogado Adel El-Tasse, contratato há três meses pela diretoria atleticana para combater a ‘pirataria’, a apreensão de ontem não é um caso isolado. ‘‘Vamos estar bem atentos à atividade dessas fábricas porque o dinheiro que o clube perde em royalties (taxa pela concessão da marca) daria para contratar jogadores, atrair técnicos de alto nível e tocar as obras do estádio da Baixada’’, exemplifica.
O advogado Valdemar Pluschkat revelou que o Atlético teria perdido em torno de R$ 200 mil com a ‘pirataria’ da Sublipar em 1996. A quantia se refere aos 10% a que o clube teria direito se licenciasse sua marca para a empresa. ‘‘Nós calculamos que a Sublipar tenha faturado R$ 2 milhões com camisetas e bonés atleticanos’’, estimou. As camisetas, feitas com tecido de má qualidade, eram vendidas por R$ 25,00, metade do valor das oficiais.

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