Polícia apreende máquinas de clonar cartões
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de julho de 2007
André Amorim e Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar (PM) apreenderam anteontem um equipamento utilizado para clonagem de cartões instalado junto a um caixa de auto-atendimento dentro de uma agência bancária. No mesmo dia, a PM informou que um equipamento semelhante foi encontrado em outra agência bancária por policiais do Centro de Operações Especiais (Cope), da Polícia Civil.
A primeira apreensão foi em uma agência do banco Unibanco, localizada na Avenida Luiz Xavier, no centro de Curitiba. Segundo a PM, um usuário do banco suspeitou de uma saliência no local onde é inserido o cartão e pediu que um amigo fosse até um módulo policial avisar as autoridades.
Os PMs descobriram que o equipamento estava colado ao caixa eletrônico e tinha componentes transparentes, de forma a disfarçar sua presença.
A segunda apreensão ocorreu em uma agência do Bradesco, na Rua Presidente Taunay. Segundo a PM, os dois aparelhos eram diferentes entre si, compatíveis com o formato dos terminais onde foram instalados.
Formas de clonar - Existem três formas mais comuns utilizadas para clonar os cartões segundo o chefe da subdivisão de operações do Cope, Francisco Caricati. Uma delas é colocar uma tela sobreposta à tela original dos caixas eletrônicos. Normalmente, a tela é colocada em apenas um caixa e o visor tem características diferentes do normal. Nesta situação, o cliente digita as informações e o equipamento da quadrilha capta.
Outra forma usada para obter os dados é colocar uma biqueira no local onde o cliente insere o cartão. Esse equipamento faz a leitura do cartão. ''A biqueira é tipo um prolongador, um leitor de cartões, o famoso 'chupa-cabra' que lê todas as informações e grava'', explicou Caricati. A terceira maneira de clonar cartões é colocar uma câmera no mesmo local onde fica a original dos caixas automáticos, para filmar o cliente digitando a senha.
Prevenção possível - Ele disse que há formas de os clientes se prevenirem. Entre elas, reparar se todos os caixas estão iguais fisicamente, principalmente a tela e o local no qual é inserido o cartão.
Caricati destacou que, normalmente os equipamentos colocados pelas quadrilhas exalam um cheiro de cola e não são deixados por mais de meia hora em cada caixa. Os clientes dos bancos também devem observar se a câmera de cada caixa está embutida e não sobreposta.
Segundo ele, para elucidar os dois casos que ocorreram em Curitiba, a atitude dos clientes foi determinante. Ele destacou que a maior parte dos casos de ação das quadrilhas acontece nos finais de semana e em início de mês, quando as pessoas recebem salários.


