Uma fiscalização da Polícia Civil no Shopping Popular de Londrina, o Camelódromo, ontem à tarde, resultou na apreensão de cerca de 1,5 mil DVDs e VCDs (video-CDs) piratas. A operação foi deflagrada depois de um pedido de fiscalização, há cerca de 30 dias, da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi), representante no Brasil de produtoras de filmes como a Columbia Pictures, Warner, Paramount, Fox e Disney. Segundo o delegado-adjunto do 1º Distrito Policial, Marcelo Sakuma, que comandou a operação, podem haver novas apreensões, se ''houver denúncias''.
Ontem, a polícia só conseguiu fazer a fiscalização em sete lojas do camelódromo, apesar da Adepi ter apontado cerca de 35 que estariam comercializando DVDs piratas. ''Foi uma quantidade razoável, expressiva, mas a apreensão poderia ter sido o dobro. O problema é que quando percebem a presença da polícia, eles fecham as lojas'', disse o técnico da Adepi Telmo Walter, que acompanhou a fiscalização.
A polícia agora vai identificar os responsáveis pelas lojas onde foram feitas as apreensões. Segundo o delegado, eles serão indiciados e podem responder por infração a lei de direito autoral. A pena para essa infração, segundo Sakuma, é de um a quatro anos de prisão, além de multa. A polícia também vai investigar a procedência dos DVDs piratas. ''Temos que saber onde eles compram para saber quem produz'', disse Sakuma. Será feita uma perícia técnica para comprovar que os vídeos não são originais e eles deverão ser destruídos.
Cada DVD e VCD pirata estava sendo comercializado no camelódromo, segundo Walter, por preços que variavam de R$ 15,00 a R$ 25,00, enquanto os originais são vendidos em média por R$ 70,00. Um exemplo é o DVD do filme Paixão de Cristo, que nem foi lançado ainda, mas já estava sendo vendido no camelódromo. ''Apesar de chegar no mercado antes do original, esse produto é de qualidade inferior e o consumidor está sendo enganado. É difícil quantificar o prejuízo das produtoras, mas sabe-se que hoje, no Brasil, 35% do que existe no mercado é pirataria'', ressaltou Walter. Ontem, a Folha procurou os responsáveis pelas associações de camelôs, mas seus telefones celulares estavam desligados.

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