Pela primeira vez, policiais da Delegacia de Furtos e Roubos apreendem notas falsificadas da nova cédula de R$ 10,00, feita de polímero (plástico). O dinheiro veio de São Paulo e estava dentro de um Monza preto, que foi parado em um blitz na BR-116. Ao todo foram encontrados R$ 40 mil, divididos entre moedas fraudadas de R$ 50,00, da nota de papel de R$ 10,00 e as de plástico de mesmo valor. As falsificações foram consideradas pelos policiais como perfeitas.
Do total apreendido, R$ 10 mil são de notas de plásticos, R$ 3 mil são de R$ 50,00 e R$ 27 mil do modelo antigo de R$ 10,00. Como o dinheiro veio de São Paulo, o delegado da Furtos e Roubos, Hamilton da Paz, suspeita que os três presos (Job Fogaça da Silva, 58 anos; Luiz Nass, 30; e Luiz Nascimento, 34) façam parte uma quadrilha nacional, que atua na Grande Curitiba desde dezembro. Os três presos pagaram R$ 10 mil pelos R$ 40 mil em falsificação, que seriam colocados no mercado da Região Metropolitana de Curitiba.
‘‘Para conseguir a qualidade de impressão daquelas notas é preciso uma gráfica de alta precisão’’, disse. O delegado informou que a diferença com as notas de papel é mínima. As cédulas fraudadas de R$ 50,00 e R$ 10,00 do modelo antigo são levemente mais claras que as normais. A textura é a mesma que uma moeda tradicional.
No caso da nota de plástico, o diferencial está na textura do círculo, que fica do lado direito da moeda. Esse material na cédula falsificada é mais grosso, como se tivesse sido sobreposto em um plástico. Não há a caravela, que é a marca d‘água.
A Polícia Civil deve encaminhar este processo à Polícia Federal, em função de que crime contra falsificação fere interesses da União. Quanto aos presos, eles deverão responder por crime de formação de quadrilha e receptação de dinheiro.
O chefe nacional do Meio Circulante do Banco Central, José dos Santos Barbosa, disse que até o momento haviam sido apreendidas apenas 57 notas falsificadas de R$ 10,00 de plástico. O Banco Central já emitiu 93 milhões das cédulas de plástico. Barbosa afirmou que vai mandar técnicos de Curitiba para avaliar o material apreendido que será encaminhado para a Casa da Moeda. No ano passado, o Banco Central recolheu 308.448 cédulas falsificas, sendo que 166 mil eram de R$ 10,00.

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