A Polícia Federal apreendeu ontem no Porto de Paranaguá dois contêineres carregados com 340 mil caixas de CDs importadas da Ásia pela empresa Max Fitas Comércio e Importação Ltda. A empresa está sendo acusada de participar de uma rede de distribuição de gravações piratas no mercado. De acordo com o delegado Luiz Melzer, encarregado do caso, a importação foi feita pelos empresários Eder Carlos Furlan e Benedito Furlan.
Melzer conta que a retenção das cargas foi feita como continuidade da operação ‘‘Caça Pirata’’, lançada pelo Ministério da Justiça contra as gravações piratas. Ele explica que a políca havia encontrado no escritório da Max Fitas, em Maringá, guias de importação de caixas de CDs. Por isso, resolveu-se apreender o material para averiguação.
Ontem, a polícia apenas abriu os contêineres para verificar o que havia dentro. Aparentemente, o conteúdo das guias corresponde ao que está nos contêineres. ‘‘Mas será feita uma averiguação mais detalhada do fato, na próxima semana’’, informou. Todo o material foi lacrado e levado à estação aduaneira da Receita Federal, em Paranaguá.
A polícia pretende também verificar se todas as guias de importação estão corretas e são originais. Para isso, quer apurar dados sobre a empresa que vendeu as caixas de CDs. Melzer preferiu não divulgar de que país foram compradas as caixas, com o argumento de não atrapalhar as investigações.
Para o delegado, o material apreendido ontem vai servir de base para incriminar os empresários Eder e Benedito Furlan, proprietários da Max Fitas. Na empresa, foram encontradas anteontem dois milhões de fitas e CDs virgens, que seriam utilizados para reprodução de músicas de cantores e grupos famosos.
Furlan é acusado pela Polícia Federal de vender mensalmente cerca de 3 milhões de fitas e CDs virgens para pirataria. Agora, afirma Melzer, a polícia vai investigar quais eram as lojas abastecidas por estes materiais.

mockup