Polícia apreende 30 mil maços de cigarro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de março de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Entre quarta e quinta-feira, a Polícia Civil de Londrina apreendeu 30 mil maços três mil pacotes de cigarros falsificados ou contrabandeados encontrados em estabelecimentos comerciais. A Associação Brasileira de Combate à Fiscalização (ABCF) acompanhou a operação, a primeira do ano. Trabalho similar realizado em Ponta Grossa, anteontem, resultou na apreensão de 1,5 mil pacotes.
Segundo o diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzini, foram vistoriados 60 estabelecimentos e em 25 foram encontrados cigarros em situação irregular. Os proprietários dos locais onde houve apreensão de mercadoria serão chamados à 10 Subdivisão Policial para dar explicações. Conforme Ramazzini, eles estão sujeitos a responderem pelos crimes de falsificação, fraude no comércio e crime contra as relações de consumo.
Ramazzini explicou que a grande parte do cigarro irregular é proveniente do Paraguai e entra no país pelas fronteiras do Paraná e do Matro Grosso do Sul. A operação foi realizada em Londrina justamente porque o município é rota de passagem das mercadorias paraguaias. Ele comparou que no Brasil, com mais de 170 milhões de habitantes, existem apenas 12 fábricas produtoras de cigarro legalizadas. Já no Paraguai, país com pouco mais de 2 milhões de habitantes, são pelo menos 36 fábricas.
O contrabando e a falsificação de cigarros geram ao país e às empresas do setor legalmente constituídas prejuízo de cerca de R$ 1,8 bilhão por ano, conforme cálculos da ABCF. Além disso, o cigarro falso oferece um risco muito maior à saúde do consumidor. Estudo feito pela Associação apontou que o cigarro falso tem seis vezes mais alcatrão e nicotina do que os cigarros com fabricação controlada. Além disso, em sua composição foram encontrados metais pesados e outras substâncias nocivas ao homem.


