Polícia apreende 14 por tráfico
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quarta-feira, 20 de outubro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
O acaso numa tentativa de homicídio contribuiu para que uma suposta ''boca-de-fumo'' fosse estourada ontem, no final da tarde, na Rua Madeira, Vila Portuguesa (Área Central de Londrina). Foram apreendidos 110 papelotes de pasta base de cocaína, uma arma e munições. Pelo menos 14 pessoas a maioria menor de idade foram encaminhadas ao Centro Integrado de Triagem (CIT) da 10 Subdivisão Policial (SDP). Houve reação de familiares e pelo menos uma pessoa foi encaminhada para a delegacia por desacato e desobediência.
Ao passar pela Rua Caetés, o delegado Airton Simplício disse que escutou pelo menos dez tiros, que teriam sido disparados para matar uma pessoa numa residência da Rua Madeira. Simplício começou a perseguir, com seu carro, quatro rapazes, enquanto ligava para as polícias Civil e Militar. O delegado relatou que os suspeitos chegaram a apontar a arma contra ele, que parou o veículo.
''Vi os quatro malandros correndo e minha esposa, que estava na rua, entrou no carro. Seguimos os rapazes a uma distância de 100 metros. O interessante é que um deles largou a bicicleta na casa dele, o que facilitou para a polícia localizá-lo, bastando perguntar para a sua mulher se a bicicleta era dele'', contou o delegado Simplício.
Ao chegar ao local dos disparos, a casa da suposta vítima da tentativa de homicídio na Rua Madeira, a Polícia Militar (PM) encontrou vários menores de idade, os papelotes de pasta base, a arma e as munições.
''Acredito que a maioria dos apreendidos é menor de idade. Pela situação, o que parece é que se trata de uma guerra por causa de drogas. Essas pessoas poderiam estar fazendo uso de drogas na residência. Pode ser até que os pais não tenham conhecimento do que vinha acontecendo ao saírem para trabalhar, deixando os filhos na casa'', afirmou o sargento Johas, da PM.
A operação envolveu quatro viaturas da PM, chamando a atenção dos vizinhos e populares que passavam pela Rua Madeira. Todos as pessoas envolvidas foram encaminhadas ao CIT e até o fechamento desta edição ainda não tinham sido ouvidas pelo delegado.


