A delegada do 1º Distrito Policial de Londrina, Waldete Testone, lacrou ontem 100 máquinas caça-níqueis num único bingo na região central. Segundo uma fonte consultada pela reportagem, cada uma dessas máquinas custa aproximadamente US$ 5 mil. Todo o material apreendido não foi retirado do bingo porque a Polícia não conta com depósito para abrigar as máquinas.
Um perito de Curitiba deve vir à cidade para examinar as máquinas. Ontem o delegado-operacional da 10º Subdivisão Policial (10 SDP), Márcio Vinícius Amaro, também fez diligências à tarde em outros três bingos e em mais três casas de jogos eletrônicos, mas nenhuma máquina foi apreendida.
Em Londrina, segundo Amaro, apenas uma casa de jogos possui liminar concedida pela 7 Vara Cível de Londrina que autoriza o funcionamento. A equipe jurídica da Divisão Policial do Interior (DPI) deve entrar com recurso para tentar derrubar essa liminar. Outro estabelecimento, que ontem estava fechado, conta com autorização do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) para explorar esse tipo de jogo.
Enquanto as máquinas dos bingos estão sendo retiradas de circulação, os caça-níqueis que são explorados por bares poderão continuar funcionando normalmente. Isso porque, segundo o delegado, ''a empresa (detentora da posse da maioria das máquinas em Londrina) está amparada legalmente''. Amaro precisou que as máquinas de outras marcas que forem encontradas serão apreendidas.
Essa nova operação contra os caça-níqueis foi ''detonada'' porque o Tribunal de Justiça do Paraná cassou a liminar que impedia a Polícia Civil de fazer apreensões. O Serlopar e a Secretaria Estadual de Segurança Pública deverão formalizar, ainda esta semana, acordo para dotar a Polícia de barracões para armazenar as máquinas.

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