Polícia aposta em Força-tarefa
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sábado, 05 de julho de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
''O ideal seria que não existissem crimes, mas infelizmente a cidade cresce e nós temos que conviver com isso'', respondeu o delegado da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Jurandir Gonçalves André, quando questionado sobre o índice de homícidios na cidade. Ontem, a morte de Anderson Aparecido dos Santos Silva, 20 anos, completou 117 homicídios em 2003, o mesmo número de mortos em todo o ano de 2001.
Segundo o delegado, o motivo das mortes é, na maioria das vezes, acerto de contas entre os criminosos. ''Poucas pessoas idôneas morrem assassinadas na cidade'', afirmou. Na tentativa de tentar diminuir o números de mortes violentas na cidade, foi criada há um mês e dez dias a Força-tarefa de homicídios. André comentou que a iniciativa tem o objetivo de complementar a tarefa das polícias Civil e Militar e buscar soluções contra os crimes.
O delegado garante que depois da criação da Força-tarefa, a polícia já conta com resultados positivos. O principal ponto foi o distanciamento entre uma morte e outra. ''Antes era em média uma (morte) a cada dois dias, hoje há um intervalo maior'', acrescenta. Outra constatação é que a divulgação feita pela imprensa, das prisões dos criminosos, tem inibido os homicídios.
O delegado responsável pela força-Tarefa de homicídios, Márcio Vinícius Amaro, contou que em 40 dias de trabalho, aconteceram 18 mortes violentas e 15 delas foram solucionadas, com a prisão de 16 pessoas. ''A princípio o trabalho tem dado resultado e a gente tem percebido uma sensível queda da criminalidade'', avalia Amaro.
O vereador Jamil Janene (PDT), presidente da Comissão de Segurança da Câmara Municipal de Londrina, lamenta o índice de criminalidade que se instalou na cidade. Ele lembra que foi elaborado, por algumas entidades, um plano de segurança para o munícipio e enviado ao Governo do Estado, no começo do ano e até agora eles não obtiveram uma resposta.


