Conseguir materialidade capaz de levar à prisão os autores dos crimes de morte praticados em Londrina e região. Esse é o principal desafio da cúpula da Polícia Civil que tenta diminuir o número de homicídios, que este ano já totalizou 48. Ontem, a polícia fez um apelo para que as testemunhas colaborem repassando pistas que levem à prisão dos envolvidos, através do disque-denúncia pelo número 147. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, aproveitou a ocasião para mais uma vez afirmar que ''não existem grupos de extermínio em Londrina''.
André reuniu na manhã de ontem o delegado operacional da subdivisão, Márcio Vinícius Amaro, e os delegados do 2º e 3º distritos policiais, Manoel Pelisson e Marcelo Sakuma, respectivamente, para informar sobre os crimes elucidados nos últimos dias. Na última sexta-feira foram esclarecidos três crimes: um latrocínio (roubo seguido de morte) e dois homicídios.
Os crimes, segundo a polícia, são praticados em locais diferentes, têm autores diferentes e motivos diferentes - quase sempre fúteis e torpes. Na maioria dos casos, tanto vítima quanto seus algozes, possuíam antecedentes criminais ou envolvimento com consumo ou tráfico de drogas. Isso, destacou André, comprova a inexistência de grupos de matadores profissionais na cidade.
Em Cambé, com apoio de Amaro, a polícia esclareceu o latrocínio de Anibal Aparecido da Silva Neto, de 15 anos, morto com uma facada no pescoço dentro de sua casa no dia 27 de agosto. O autor do crime, o traficante Valdir Batista, o ''Periquito'', está preso e um segundo homem enquadrado como co-autor está foragido. Na zona leste, o delegado concluiu o inquérito sobre a morte de Rodolfo Lino Barbosa, 20 anos, morto com vários tiros em janeiro. Valdir de Souza, o ''Nenê'', foi acusado e está foragido. Na zona oeste, Sakuma identificou e prendeu os três autores da morte de Thiago Bataglia da Silva, de 17 anos.
André disse que ''em 100% dos casos (de homicídio) existem suspeitos sendo investigados''. ''Criminoso que matar em Londrina será punido e levado à julgamento'', avisou André. Para tanto, o delegado frisou a importância da colaboração da comunidade no repasse de informações. ''O disque-denúncia garante o anonimato e a integridade às pessoas'', assegurou.

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