Polícia amplia fiscalização em empresas
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
A Polícia Civil (PC) de Maringá conseguiu reduzir em 75% os furtos de toca-CDs na cidade, nos últimos 15 dias. O resultado faz parte de uma nova fiscalização imposta em empresas que instalam som automotivo. O trabalho será levado também a municípios da região com o objetivo de fechar o cerco a pessoas que, diante das exigências em Maringá, tentam instalar o som em cidades vizinhas.
Com a imposição da PC em vigor desde o dia 11 deste mês, os donos e funcionários de oficinas de som são obrigados a preencher um formulário com informações do motorista, dados do veículo e do aparelho quando o serviço de instalação for solicitado. A finalidade é comprovar a origem do toca CD. Para completar a ação, a polícia ainda está mantendo um cadastro com o endereço dos funcionários das empresas para evitar trabalhos extras e serviços de fundo de quintal.
Segundo o delegado adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Nilson Rodrigues da Silva, o resultado positivo irá se manter se a polícia também persistir na fiscalização junto às empresas. O delegado de Sarandi (7 km a leste de Maringá), José Maurício de Lima, deveria realizar ontem uma reunião com 11 donos de oficinas de instalação de som automotivo. Em Maringá são cerca de 50 empresas.
A Polícia Civil começou o trabalho de fiscalização com uma média de dois a três furtos diários de toca-CD. Em agosto foram 53 ocorrências. De acordo com o 4º Batalhão da Polícia Militar, em quinze dias de agosto foram 27 furtos contra cinco ocorridos no mesmo período de setembro. Nos últimos três meses, 42 pessoas foram indiciadas por roubo ou receptação de aparelhos ou periféricos.


