Polícia Ambiental prende cinco por crime ambiental
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Policiais da 2ª Companhia da Polícia Ambiental prenderam em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), entre domingo e ontem, cinco suspeitos de crimes ambientais. Por volta das 6h40 de ontem, dois homens foram presos com material usado para caça. Com eles, os policiais apreenderam duas espingardas, dois silenciadores, espoletas para fazer a recarga da munição, chumbo e duas armas de pressão. A dupla foi presa em flagrante e encaminhada para o distrito policial de Arapongas.
No domingo, também pela manhã, outros três suspeitos foram presos. Segundo a soldado Camila Reina, da Polícia Ambiental, foram expedidos mandados de busca e apreensão contra dois homens, mas com eles havia mais uma pessoa que foi encaminhada à Delegacia de Arapongas. Foram encontradas com o grupo três armas de fogo, sendo um fuzil, uma espingarda calibre 28 e uma espingarda calibre 16. Também foram apreendidas munições de vários calibres e espoletas para recarregar esses cartuchos e silenciadores. No local foram encontrados 15 kg de carne de caça, de capivara e tatu.
"Essas prisões e essas apreensões aconteceram por conta de várias denúncias que a população tem feito para a Polícia Ambiental. A caça no Brasil não é permitida. Não existe caça esportiva aqui no Paraná. Quem estiver caçando vai responder pelo crime de caça, por porte ou posse ilegal de arma. Pedimos à população que fique atenta a isso", relatou Camila Reina. "A população está trabalhando com a Polícia Ambiental. Temos recebido várias denúncias e para fazer isso a pessoa não precisa se identificar", acrescentou.
Segundo ela, as operações de fiscalização realizadas no Norte do Paraná já resultaram na apreensão de animais abatidos, principalmente capivaras, tatus e javaporcos. "São as principais caças em nosso Estado. Em São Paulo foi liberada a caça do javaporco porque eles estão destruindo as plantações e porque ele é exótico, pois veio da Argentina. Mesmo assim o abate não é feito de qualquer jeito", apontou. Ela ressalta que no Paraná não existe essa autorização. "Aqui, quem abater o javaporco vai ser preso e vai responder pelo crime de caça ilegal, além de ter de responder pela posse ou porte ilegal da arma", advertiu.
As ações que resultaram nas prisões de domingo e segunda-feira foram encabeçadas pelo Batalhão de Polícia Ambiental de Londrina, com apoio da equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), 1º Pelotão da Polícia Militar e equipe de São Sebastião da Amoreira. As prisões foram possíveis graças a mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Arapongas. As denúncias de crime ambiental na região podem ser feitas pelo telefone (43) 3341-7733.


