Polícia Ambiental apreende 114 aves vítimas de maus-tratos em Londrina
Homem foi multado em mais de R$ 290 mil e vai responder criminalmente por manter aves em cativeiro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
Homem foi multado em mais de R$ 290 mil e vai responder criminalmente por manter aves em cativeiro
Jéssica Sabbadini - Especial para a Folha 

O Batalhão da Polícia Ambiental Força Verde de Londrina apreendeu 114 aves silvestres em uma operação no final da tarde de quarta-feira (22). Os animais foram resgatados na casa de um homem na região do Parigot de Souza I, na zona norte da cidade, após denúncia recebida no 181. De acordo com o Centro de Apoio à Fauna Silvestre, do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), que está prestando o atendimento às aves, alguns animais apresentavam mutilações, as gaiolas e os recipientes de água estavam repletos de fezes, além da comida estar estragada.
De acordo com informações da Polícia Ambiental Força Verde, eles foram até o local indicado na denúncia e avistaram gaiolas com os animais dentro. Um homem se identificou como o responsável pelos animais e auxiliou a equipe durante a retirada dos animais, inclusive afirmando que já havia sido autuado em 1992 pelo mesmo motivo. O homem foi encaminhado à delegacia para prestar informações, sendo liberado posteriormente. Segundo a Polícia Ambiental Força Verde, ele vai responder criminalmente por manter animais silvestres em cativeiro sem a licença do órgão ambiental. Além disso, o homem foi multado em R$ 290.500,00.
Daniele Martina, médica veterinária do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs), explica que foram apreendidas 10 espécies diferentes de aves, sendo algumas nativas do Paraná e as demais vindas de outros estados. Dentre as espécies, estavam trinca-ferros, pássaro-preto, coleirinho e tico-tico. Após o resgate dos pássaros, eles foram encaminhados ao Cafs para receberem os devidos cuidados. “As aves estão sendo examinadas, limpas e alimentadas. Depois, as que estiverem aptas serão soltas e as demais irão para um cativeiro”, esclarece.
Ela ressalta que esse tipo de ave é cobiçada pelo canto e beleza. A veterinária destaca as péssimas condições em que os animais estavam vivendo: “As gaiolas e bebedouros estavam extremamente sujos, com fezes, larvas e formigas. Além disso, a alimentação estava podre, o que confirma que esses animais não estavam sendo limpos há meses”.
Martina também esclarece que alguns animais apresentavam mutilações nos bicos, patas e asas, que já estão sendo tratadas. “Tudo indica que esses animais eram capturados da natureza porque alguns estão muito machucados de tanto se debater dentro da gaiola”, afirma.
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