Maringá Nos últimos sete meses, na região de Maringá, foram instaurados 84 inquéritos e efetuadas 13 prisões de proprietários rurais que embora tivessem assumido o compromisso não efetuaram a recuperação de matas ciliares de rios, córregos, lagos e demais cursos de água. O balanço foi apresentado ontem em Maringá, em reunião com agropecuaristas, pelo comandante local da Polícia Florestal, tenente Adauto Nascimento Giraldes Júnior. ''O Código Florestal, com quatro décadas de existência, está de cabelos brancos e, portanto, ninguém pode alegar desconhecimento.''
O promotor de defesa do Meio Ambiente, Ilecir Heckert, defendeu a ação fiscalizatória argumentando não ser interesse a punição, mas o cumprimento da lei. Os infratores, segundo o MP, serão responsabilizados com multa e a exigência de imediato abandono da área destinada à mata ciliar. Se o problema persitir, haverá formalização do processo e, em último caso, execução da pena que prevê detenção de um a três anos de reclusão. As multas administrativas vão de R$ 1,5 mil a R$ 50 mil. E as multas penais variam de 1 a 360 salários mínimos. Independente disto, o infrator estará obrigado a recuperar a área de preservação.
''Queremos apenas que não haja exagero por parte do policiamento ambiental. Afinal, o produtor rural não é bandido e sim um trabalhador com moradia fixa e que pode ser encontrado em seu local de trabalho'', afirmou o presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi.

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