A promotora da 4ª Vara Criminal de Londrina, Carla Moretto Maccarini, informa que o inquérito policial, instaurado em 1994, para apurar os reflexos criminais da venda da fazenda Refúgio, foi remetido à chefia 10ª Subdivisão Policial para que sejam complementadas as investigações e feitas diligências.
O delegado-chefe da 10ª SDP, Leonyl Ribeiro, informou que recebeu parte do processo. ‘‘Falta o coração’’, diz referindo-se às partes contendo depoimentos de pessoas que foram indiciadas.
Leonyl disse que entraria em contrato com a Delegacia de Crimes Contra a Administração, em Curitiba, para pedir informações sobre o restante do inquérito, para que possa dar continuidade às investigações.
Segundo o delegado, parte do inquérito foi remetido à 10ª SDP há cerca de 15 dias. Mas Leonyl diz ter tomado conhecimento do processo somente na semana passada. Ele não soube informar quais as pessoas que foram indiciadas e conseguiram através de recursos cassar o indiciamento. ‘‘Não analisei nada porque vi que estava incompleto.’’
A reportagem entrou em contato com o cartório distribuidor da Delegacia de Crimes Contra a Administração mas o funcionário do setor, Flávio Teto Filho, pediu prazo para fazer o levantamento. ‘‘Aqui as coisas funcionam manualmente.’’

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