Polícia ainda não apura mortes por soterramento
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quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Áureo Nogueira 
A Polícia Civil ainda não abriu inquérito para apurar responsabilidades pelos soterramentos que mataram dois operários em Londrina na última semana. O primeiro caso ocorreu nas obras de implantação da rede de esgoto da zona sul. Sebastião Ladislau, 27 anos, morreu na sexta-feira, quando a valeta onde trabalhava desabou. Anteontem, a vítima fatal foi Edinei Ferreira dos Santos, 17, que estava trabalhando na construção de uma ponte na Fazenda Itajubá, no Patrimônio de Taquaruna.
A Folha apurou que os procedimentos para a abertura do inquérito já foram encaminhados ao 6º Distrito Policial. Mas a delegada Valdete Testoni está em férias e deve retornar ao trabalho na segunda-feira. O delegado Jurandir Gonçalves André, titular do 3º DP, substitui Valdete somente nos casos de flagrante.
A Promotoria Especial de Acidentes do Trabalho também não tomou nenhuma providência. De acordo com o promotor Bruno Galatti, que substitui o titular, Antônio Winkert de Souza, que está em férias, a promotoria ainda não foi informada sobre os acidentes nem recebeu pedido de providências.
Galatti explicou que o Ministério Público age como fiscal do cumprimento da lei e vai auxiliar o sindicato da categoria e o órgão regional do Ministério do trabalho, exigindo rigor na fiscalização das condições de segurança nos locais de trabalho e na apuração de responsabilidades penais nos casos já ocorridos.
O secretário-geral do Sindicato da Construção Civil, Valdir Oliveira, informou que a entidade já denunciou ao Ministério do Trabalho irregularidades em 471 obras da cidade. Nos casos da zona sul e do Patrimônio Taquaruna, verificamos que as exigências de segurança da NR-18 não eram cumpridas, detalha Oliveira.


