O 34º Batalhão de Infantaria Motorizada, com sede em Foz do Iguaçu, a Polícia Militar e a Delegacia da Polícia Federal na região, ainda não receberam determinação Judicial para retirar as quase 400 barracas instaladas na Estrada do Colono. A estrada, que corta o Parque Nacional do Iguaçu, foi reocupada na sexta-feira.
Os 17,6 quilômetros da estrada, que liga Serranópolis do Iguaçu (Oeste) e Capanema (Sudoeste), foi reocupada na sexta-feira, após o ministro Luiz Vicente Cernichiaro, do Superior Tribubal de Justiça (STJ), ter derrubado uma decisão do Tribunal Regional Federal 4ª Região, que autorizava o funcionamento da estrada.
O procurador da República Sérgio Cruz Arenhart pediu que a Justiça determine o uso da força policial e Exército para retirar os manifestantes do local. Arenhart ameaça pedir punição para os membros da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec), caso instiguem a reocupação do local, e para a empresa Andreis S.A, exploradora do serviço de balsa no Rio Iguaçu, que corta a estrada.
A estrada foi reaberta ao tráfego no último dia 12 e, segundo a Aipopec, já passaram cerca de 3,5 mil carros pelo local. Antes da abertura, a ligação entre as duas cidades era feita através de rodovias, o que aumentava o percurso em mais de 120 quilômetros.
O que vem pesando na decisão dos juízes contrários à abertura da estrada é o fato da estrada cortar o Parque Nacional do Iguaçu, declarado como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O local foi fechado para o tráfego em setembro de 1986. ‘‘É certo que houve infindáveis danos ambientais causados com a abertura da estrada, principalmente com o cascalhamento’’, afirma o procurador.
Ontem, a Estrada do Colono permaneceu aberta. A Aipopec ainda recebeu comunicado sobre a decisão do ministro Luiz Vicente Cernichiaro, do Superior Tribunal de Justiça.

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