A morte de Elaine Cristina Ferreira, de 27 anos, cujo corpo foi encontrado abandonado em um matagal no Jardim Versalhes (zona oeste), próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL), ainda continua cercada por mistérios. O cadáver da jovem foi localizado por moradores do bairro na manhã do último sábado. Ela estava nua e foi identificada pela mãe, Maria Antônia Valentim, na tarde do mesmo dia.
Até ontem, o que se sabia é que a família de Elaine reside em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). A jovem costumava ficar em Londrina onde, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, trabalhava como garota de programa na Avenida Leste-Oeste. A mãe contou à polícia que não mantinha contato com Elaine desde o dia 19 de fevereiro e que era comum a filha ficar alguns dias sem dar notícias.
O corpo da jovem não tinha nenhuma perfuração causada por faca ou arma de fogo, mas apresentava hematomas nas pernas, braços e costas. Segundo a Polícia Civil, a jovem provavelmente foi morta em outro local e o cadáver foi ''desovado'' no matagal às margens da Rua Armando Balarotti.
Ontem, o delegado do 3º Distrito Policial, Marcelo Sakuma, declarou que aguardava o resultado do laudo do Instituto Médico-Legal (IML). ''Até quarta-feira (amanhã), deverei receber o resultado dos exames'', apontou. Segundo informações extra-oficiais, a jovem já tinha antecedentes criminais.
O médico-chefe do IML, Gabriel Fernandes Neto, adiantou que Elaine morreu por asfixia. Ele frisou ainda que foram coletadas secreções vaginais e anais da jovem, que foram encaminhadas para análise em Curitiba. O resultado deverá ser conhecido dentro de 15 dias. Fernandes Neto afirmou ainda que não tinha conhecimento se o médico legista encarregado do laudo havia colhido amostras de pêlo.