Polícia afasta suspeitos de corrupção
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segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Santa Helena Os 10 patrulheiros do posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) em Santa Helena (113 km ao norte de Foz do Iguaçu) foram afastados ontem do trabalho sob suspeita de corrupção. A decisão foi tomada na sexta-feira pelo comandante da corporação no Paraná, o tenente-coronel Daniel Alves de Carvalho, que ordenou abertura de inquérito policial militar para investigar o caso.
O afastamento atende investigação preliminar feita pelo Serviço Reservado P2 da instituição, iniciada há dois meses, quando foram encaminhadas as primeiras denúncias de motoristas contra a forma de abordagem do efetivo, disse ontem o capitão Antônio Roberto dos Anjos Padilha, comandante da 3 Companhia da PRE, cuja sede em Cascavel tem jurisdição sobre o efetivo sob suspeição.
``O afastamento não é uma acusação formal. Eles não estão presos. Desde hoje (ontem) os policiais estão recolhidos na sede da companhia em Cascavel, afastados de toda atividade operacional, limitados as atividades administrativas``, afirmou. Caso o crime for comprovado, o grupo pode ser expulso da Polícia Rodoviária Estadual, além de ser processado judicialmente.
Padilha evitou citar o conteúdo das denúncias de corrupção, tampouco antecipou quais são as provas já recolhidas. Segundo o capitão, ``o inquérito é sigiloso. Eles são suspeitos de procedimentos não muito corretos nas abordagens diárias``, disse sobre os homens responsáveis pela patrulha na PR-488, que margeia os municípios vizinhos ao Lago de Itaipu (Oeste e Noroeste).
O comandante da 3 Companhia frisou ainda que a culpa pode não recair sobre todos dez patrulheiros, mas o comando da polícia no estado decidiu substituir todo efetivo por três policiais de Cascavel enquanto o inquérito estiver em aberto. Se for necessário, a equipe receberá ajuda de colegas de Lindoeste e Guaíra. O prazo da investigação é de 40 dias, prorrogáveis por mais 20 dias.
O inquérito policial militar é presidido pelo comandante da 6 Companhia da PRE, em Pato Branco, capitão Ronaldo Antônio Maciel de Oliveira. A escolha de um superior de outra região foi tomada com objetivo de conferir imparcialidade no processo. Ontem, ele recolheu documentos que podem ser usados como provas do suposto crime.


