Polícia adia reconstituição do assassinato de Crovador
Dimitri do Valle
De Curitiba
A reconstituição do assassinato do advogado criminalista Luiz Renato Cardoso Crovador foi adiada pela polícia. O resgate da cena do crime seria realizado na tarde de ontem, mas foi transferido para amanhã, às 15 horas, no escritório do advogado. Motivo: os laudos dos exames de balística feitos na arma usada para executar Crovador, de 53 anos, não foram concluídos pelo Instituto de Criminalística (IC), segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil. O trabalho deverá estar pronto hoje.
Com o resultado dos testes, a polícia pretende identificar quem atirou em Crovador e qual a distância em que os disparos foram feitos. Os dois suspeitos de matar o advogado, Cleverson Firmino Miró, 18 anos, o Polaco, e Edson Rodrigues Zucco, 22 anos, o Paulista, se acusam mutuamente. Os dois estão presos. A reconstituição terá meios de confirmar ainda se a vítima foi morta no escritório ou no banheiro, onde o corpo foi localizado. O advogado foi morto com dois tiros de revólver calibre 38, um na cabeça e outro no pescoço.
O caso Crovador já resultou na prisão de cinco pessoas, entre elas a mulher do advogado, Vera Crovador, 41 anos, acusada de ser a mandante do homicídio. Vera nega participação no caso assim como o comerciante Setembrino José Nórdio, 35 anos. Ele é apontado pela polícia como o contratante dos matadores. Daniel Gomes Serápio, 22 anos, seria o responsável pela condução de Polaco e Paulista até o escritório de Crovador para cometer o crime. Serápio também está preso.
O único suspeito foragido é o garoto de programa Milis Rogério dos Santos, 32 anos, que teria tramado, junto com Vera, a morte de Crovador. A assessoria da Polícia Civil informou ontem que o paradeiro do acusado permanecia desconhecido. A única pista é de que Santos teria arrumado carona com um caminhoneiro na BR-116, com destino a São Paulo.





