Sid Sauer
De Campo Mourão
A polícia de Campo Mourão continuava sem pistas até o final da tarde de ontem do assassinato de mãe e filha na segunda-feira à noite, na zona rural de Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão). Cleuza Sacomã de Almeida Pires, 40 anos, e a filha dela, Lílian de Almeida Pires, 14, foram degoladas no sítio da família, entre Iretama e Luiziana. Para o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Roberval Butaccini, a hipótese mais provável é a de vingança.
Ele descartou ontem que o andarilho Nelson Rosa, detido na terça-feira suspeito de participar do crime, tenha alguma participação nos assassinatos. Rosa, porém, continua detido porque tem mandado de prisão decretado em Paranavaí.
Apesar do crime ter sido cometido em Iretama, Butaccini afirmou que as investigações serão feitas pelo delegado Lindomar Alves Júnior, de Campo Mourão. Uma das hipóteses trabalhadas por Lindomar põe sob suspeita o filho de uma ex-proprietária do sítio onde ocorreu o crime, que hoje pertence ao marido e pai das vítimas, José de Almeida Pires Neto, 46 anos.
Butaccini diz que a inexistência em Campo Mourão da polícia técnica dificulta as investigações. Mesmo assim e com a total ausência de testemunhas, ele acredita no esclarecimento no caso. O fato da menina ter sido morta com a carteira do pai em uma das mãos também faz surgir algumas hipóteses.
Uma é a de latrocínio, uma vez que R$ 20,00 que estavam na carteira sumiram, apesar de um talão de cheques, de um cartão de crédito e de documentos de um caminhão não terem sido roubados. Outra hipótese é que o autor do crime queria se certificar de quem estava morando no sítio e teria pedido os documentos do proprietário. Também é estudada a possibilidade da menina ter oferecido a carteira para tentar evitar os homicídios.

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