A Polícia Civil de Londrina não descarta a hipótese de tentativa de homicídio seguida de suicídio para o caso da morte do dentista e professor universitário, Feis Feres Júnior, de 49 anos. Segundo informações preliminares, ele teria atirado na esposa, Elaine Rita Carvalho, de 42, e depois dado um tiro na própria boca, na noite da última quarta-feira. Segundo o diretor administrativo do Instituto Médico Legal, Fernando Piccinin, os legistas do IML também trabalham com a hipótese de suicídio, mas não descartam a de homicídio.
''Nossos peritos vão se juntar aos do Instituto de Criminalística (IC) para que o laudo oficial seja emitido'', assegurou Piccinin. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sérgio Barroso, afirmou que como se trata de um caso de morte violenta é obrigatória a abertura de um inquérito policial.
''O caso está no 1º Distrito Policial, que responde pela Região Central, a cargo do delegado José Arnaldo Peron'', informou.
O perito do IC, Luis Carlos Kovacs, que acompanha o caso, descarta a hipótese de homicídio para a morte de Feres Júnior. ''De qualquer forma a necrópsia do corpo vai identificar a trajetória da bala e se havia pólvora na mão dele'', relatou. A arma também deverá ser periciada.
Segundo o repórter fotográfico da Folha, Carllos Bozelli, um investigador da polícia teria tentado lavar a arma em um banheiro da 10 SDP, mas foi interpelado por ele e um cinegrafista.
''Ele disse que a polícia já sabia sobre a autoria do crime, por isso lavaria a arma para serem feitas as imagens'', revela.
Kovacs nega que o policial tivesse intenção de lavar a arma e assegura que um lado do objeto já estava limpo, apenas o outro estaria sujo de sangue. ''É impossível. Todos sabiam que a arma seria periciada'', afirmou. Barroso garantiu desconhecer o fato, mas acredita que o objeto não tenha sido lavado, sob a justicativa de que faz parte do inquérito policial.
O corpo do dentista foi necropsiado durante a madrugada de ontem e liberado para o sepultamento, que aconteceu em Marília, no interior de São Paulo. A esposa dele, Elaine Carvalho, continua internada na Santa Casa de Londrina, com uma bala alojada no braço. Segundo a assessoria de comunicação do hospital, não há previsão de cirurgia e ela está consciente. Na tarde de ontem, teve visita dos filhos e sobrinhos. Pediu para informar que está bem e que não concederá entrevistas à imprensa.
O laudo do IML e Instituto de Criminalística deverá ser concluído na próxima semana, mas tem prazo oficial de dez dias. A polícia permanece trabalhando com a hipótese de crime passional, mas deverá ouvir Elaine assim que tiver o consentimento médico.
O crime aconteceu no quarto do casal, por volta das 18h30 de quarta-feira, em um prédio de luxo da Região Central de Londrina.

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